No período em que o currículo era tradicional, mas já era critico ao clássico, a escola era considerada uma indústria, realizada com eficiência e com um objetivo principal, formar para o trabalho. Lembrei de uma estrutura, o “PANOPTICON”, que foi citado por Foucault, era como uma prisão cheia de salas, numa forma mecânica, e que serviu como ‘modelo’ de escola. Semelhante à estrutura do mesmo, era o colégio em que estudei cheio de portões e uma estrutura bem convencional. Um prédio com mais de 100 anos.
Hoje a escola onde trabalho segue uma estrutura bem simples, sem aquele rigor. Enfim, voltando ao currículo, meus pais já estudaram no período crítico, onde já era mais freqüentado pela classe dominante, pois o acesso a escola era difícil, e a ‘ajuda’ das crianças em casa era fundamental. No período crítico a escola era aparelho ideológico do estado.
O período pós crítico está cada vez mais forte. A diversidade, o respeito a cultura e a inclusão vem se entrelaçando cada vez mais com a escola. O multiculturalismo está diante de nossos olhos. Junto ao período pós critico, as ‘Diretas Já’ deram mais força aos jovens, e a democracia. A globalização vem crescendo e influenciando cada vez mais no currículo, que tem de se adequar ao novo, incluindo matérias da área das humanas, como Sociologia e Filosofia.
