Chegamos ao fim de mais um semestre, e temos condições de concluir a disciplina de Didática, no curso de licenciatura Matemática.
Começamos o semestre aprendendo sobre o currículo, tendo em vista os períodos, e as melhorias no decorrer dos anos. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN's, foram de grande valia, para que possamos ter uma linha de conteúdos a seguir. Dividindo as matérias em áreas especificas.
Tivemos também apresentações de seminários. Matemática moderna e Etnomatemática foram as que mais chamaram a atenção, aprendendo inúmeras formas de ensino matemático.
Uma das formas de educação, e a interacionista, onde o Professor é o detentor do saber e aluno receptor, e a aprendizagem por transmissão, memorização e repetição é um erro. Muitas das propostas interacionistas se aproximam da nossa realidade. Temos as Novas didáticas, que trazem inúmeras mudanças para a educação.
A avaliação é fundamental na educação, para que possamos saber como está o aluno, diante dos desafios do dia a dia. Assim, muito aprendemos ao decorrer do semestre, e muitas formas de seguir na educação para facilitar a aprendizagem do aluno.
Atenciosamente,
Janine Marques da Costa
Didática.com
Neste blog tratarei assuntos decorrentes à disciplina de Didática, do curso de Matemática-Licenciatura da UFSC. Publicarei comentários, fotos e vídeos relacionados aos estudos em sala de aula! Obrigada pela visita!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Para que avaliar?
A Avaliação pode ser um instrumento de exclusão ou seleção. Usando poucos instrumentos; valorizando o acerto e desprezando o erro; avaliação centrada no professor; avaliação como instrumento de punição e castigo; avaliação centrada na turma em geral, desconsiderado as peculiaridades dos alunos; não considera o processo, mas o produto.
A avaliação é fundamental para identificar as dificuldades dos alunos, suas concepções e hipóteses. Analisar o que foi de fato aprendido (qualificar positivamente) e não para confirmar ignorâncias ou penalizar os alunos. Para acompanhar qualitativamente o processo de aprendizagem do aluno, identificando seu aprofundamento. De modo geral, temos três dimensões na perspectiva formativa:
A avaliação é fundamental para identificar as dificuldades dos alunos, suas concepções e hipóteses. Analisar o que foi de fato aprendido (qualificar positivamente) e não para confirmar ignorâncias ou penalizar os alunos. Para acompanhar qualitativamente o processo de aprendizagem do aluno, identificando seu aprofundamento. De modo geral, temos três dimensões na perspectiva formativa:
* Avaliação diagnóstica (ou avaliação inicial) : feita no início, com o objetivo de identificar o conhecimento prévio dos alunos, suas estratégias e capacidades
* Avaliação processual: feita ao longo de uma etapa do ensino, definida através de diferentes instrumentos de avaliação na perspectiva formativa
* Avaliação somativa (ou avaliação final): etapa em que o resultado da avaliação é organizado, resultando na nota/conceito
Assim, os métodos de avaliação devem se ajustar a esta perspectiva formativa, onde avaliar exige aliança entre os saberes específicos e saberes didáticos, implica em riscos e alto grau de subjetividade, é uma atividade importante da prática educativa, onde se efetiva a relação entre os elementos do planejamento (objetivos, metodologia, conteúdos). Daí a importância de conhecer os diversos instrumentos e de avaliação vantagens e desvantagens.
domingo, 20 de novembro de 2011
As novas didáticas.
As novas didáticas dão importância ao aluno, como sujeito da aprendizagem. Insistência na construção dos saberes e tendência a privilegiar o todo, aproximando a escola e a vida, respeitando a diversidade. Fazendo com que o aluno tenha uma facilidade na aprendizagem e cresça como cidadão.
As novas tarefas são centradas no aluno, com características opostas às tarefas da didática tradicional, onde definem um outro “ofício de aluno”. As características das novas tarefas são com questões abertas, sem resposta única, complexas, coletivas (em grupos), de mais longa duração e caráter interdisciplinar. Com ênfase na interação e na comunicação (oralidade).
Nas novas estratégias, as antigas continuam valendo, mas há novas estratégias possíveis como apoderar-se de tarefas secundárias, organizar o trabalho dos outros, desaparecer nos interstícios, ativismo desordenado, empreender uma ação independente (diferenciação) .
As novas didáticas trazem vantagens do ponto de vista pedagógico, mas alargam o espaço de manobra dos alunos e enfraquecem o controle do professor.
Para compreender a dificuldade de mudança de estilo didático é necessário considerar as estratégias dos alunos face ao trabalho pedagógico proposto. O que exige PLANEJAMENTO.
As novas didáticas são de grande valia para o professor, e para o aluno, onde faz com que o aluno se esforce mais, e faça com que busque o conhecimento, não fique a espera do professor, que não é o “superior”, todos aprendem juntos.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Interacionismo
É imprescindível compreender a complexidade da aprendizagem humana, e ser critica ao conhecimento pronto e externo ao sujeito. A aprendizagem provoca modificações e transformações, as estruturas cognitivas são mecanismos reguladores aos quais se subordina a influência do meio.
Para o interacionismo, o Professor como detentor do saber, aluno como receptor, e a aprendizagem por transmissão, memorização e repetição é um erro. Deve haver a mudança no papel do professor: sendo orientador da aprendizagem com a tarefa de apresentar aos alunos situações problematizadoras.
O conceito de autonomia traz dois aspectos importantes: moral e intelectual. Onde devemos trabalhar com os alunos, não praticando a punição e recompensa, pois reforçam a heteronomia. Na prática a exclusão temporária do grupo, delimitar a ação, debater com autoridade, e diálogo funcionam muito bem. Pois quando o professor não se impuser, os alunos aproveitam a situação desrespeitando-o.
O processo de aprendizagem deve ser de forma significativa, como sugeria Ausubel, onde o conhecimento aprendido significativamente é lembrado mais tempo, enriquece o sistema cognitivo do aluno e aumenta a capacidade de aprender.
Ser ou não interacionista ainda é difícil afirmar, porém as ideias muito se parecem com o real.
domingo, 23 de outubro de 2011
Educação Matemática
Em 1970 foi implantado um novo currículo para ensinar matemática, chamava-se ‘Matemática Moderna’, onde caracteriza um período em que se elaboram novas referências para a disciplina. Os principais objetivos do movimento eram internacionalizar a matemática escolar e tornar a matemática escolar mais próxima daquela utilizada por matemáticos no ensino superior. Porém não funcionou muito bem, pois os conteúdos não se aproximavam da realidade do aluno. Prejudicando o gosto das crianças pela disciplina.
Um dos temas mais enfatizados entre os novos tópicos é a Teoria de Conjuntos, onde define o que é um conjunto e seus conceitos e teoremas. União e interseção também são abordadas. Para o aluno é importante saber o que é conjunto, porém relacionar tudo a conjunto não é tão simples e aprender ‘teoria de grupos’ na escola também não. Osvaldo Sangiorgi é o ícone do movimento no Brasil.
O conceito Etnomatemática refere-se a etnia, onde há um grupo de pessoas de mesma cultura, língua própria, ritos próprios, etc., ou seja, características culturais bem delimitadas para que possamos caracterizá-los como um grupo diferenciado. Após o fracasso da ‘Matemática Moderna’ surgiram várias correntes educacionais desta disciplina, para facilitar a aprendizagem do aluno, contando com sua bagagem de conteúdos, fazendo com que o aluno mostrasse seu conhecimento. Esta teoria era usada nos EUA. Trazendo a matemática para a realidade de povos indígenas.
A educação brasileira tem como base os ‘Parâmetros Curriculares Nacionais’, onde têm uma abordagem que vai alem do conteúdo da disciplina, deve se preocupar com a formação global do aluno. Dentro dos temas transversais trabalhados na atualidade, como Ética, Pluralidade Cultural, Trabalho e Consumo, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde. Esses temas são relacionados com as disciplinas e trazem questões interdisciplinares, que são de grande importância para os alunos, pois explorar várias áreas.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Parâmetros Curriculares Nacionais
Como vimos em sala de aula, a educação pública no estado de Santa Catarina segue a proposta curricular feita há alguns anos atrás, que já está um pouco desatualizada, chama-se ‘Parâmetros Curriculares Nacionais’. Analisamos a proposta pedagógica na área da Matemática, que tem como princípio ‘mudar a concepção de ensino de matemática, de um conhecimento exato e acabado, para uma educação matemática histórica e critica, com base nas idéias de Marx, Gramsci e Vygotsky’. Mas para que essa mudança se realize, é preciso que a mudança ocorra primeiro em vários setores decisivos na educação pública! Como o salário dos professores, o material didático e a estrutura das escolas.
É fundamental que a mudança comece na base da educação, que são as séries iniciais, pelas Pedagogas, principalmente, pois o ensino da matemática vem defasado devido à falta de conhecimento dos profissionais em certas áreas, passando para o aluno, um conhecimento superficial e limitado.
O PCN está divido por disciplina, e cada disciplina tem seus conceitos Preliminares e a seleção de conteúdos. Na área da Matemática, do ensino fundamental, temos alguns conceitos importantes, que devem ser ressaltados:
· Matemática é componente importante na construção na cidadania, e na capacidade de argumentar;
· A matemática precisa estar ao alcance de todos;
· A seleção e organização de conteúdo contribui para o desenvolvimento intelectual do aluno;
· Recursos didáticos como jogos , livros, vídeos, computadores, tem papel importante no processo de ensino aprendizagem;
· A avaliação faz parte do processo,
· Para a construção da cidadania é necessário a pluralidade sociocultural, a compreensão e a tomada de decisões diante de questões políticas e sociais.
· Para a construção da cidadania é necessário a pluralidade sociocultural, a compreensão e a tomada de decisões diante de questões políticas e sociais.
Cada disciplina é co-relacionada com temas transversais, como ética, orientação sexual, meio ambiente, saúde e outros.
Currículos de matemática organizados em 4 blocos temáticos: estudo dos números e das operações, do espaço e das formas, das grandezas e medidas e tratamento da informação.
Já no Ensino Médio, o conteúdo está dividido em três grandes áreas, que tem como base a reunião daqueles conhecimentos que compartilham objetos de estudo dentro de uma perspectiva de interdisciplinaridade. Linguagens, Códigos e suas tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias e Ciências humanas e suas tecnologias. Essa organização nem sempre funciona, pois os professores muitas vezes não conseguem seguir o que está no curriculo e depois são testados em um exame a nível nacional, onde nem sempre todos os alunos têm o mesmo conteúdo trabalhado.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Currículo
No período em que o currículo era tradicional, mas já era critico ao clássico, a escola era considerada uma indústria, realizada com eficiência e com um objetivo principal, formar para o trabalho. Lembrei de uma estrutura, o “PANOPTICON”, que foi citado por Foucault, era como uma prisão cheia de salas, numa forma mecânica, e que serviu como ‘modelo’ de escola. Semelhante à estrutura do mesmo, era o colégio em que estudei cheio de portões e uma estrutura bem convencional. Um prédio com mais de 100 anos.
Hoje a escola onde trabalho segue uma estrutura bem simples, sem aquele rigor. Enfim, voltando ao currículo, meus pais já estudaram no período crítico, onde já era mais freqüentado pela classe dominante, pois o acesso a escola era difícil, e a ‘ajuda’ das crianças em casa era fundamental. No período crítico a escola era aparelho ideológico do estado.
O período pós crítico está cada vez mais forte. A diversidade, o respeito a cultura e a inclusão vem se entrelaçando cada vez mais com a escola. O multiculturalismo está diante de nossos olhos. Junto ao período pós critico, as ‘Diretas Já’ deram mais força aos jovens, e a democracia. A globalização vem crescendo e influenciando cada vez mais no currículo, que tem de se adequar ao novo, incluindo matérias da área das humanas, como Sociologia e Filosofia.
Assinar:
Postagens (Atom)

