terça-feira, 22 de novembro de 2011

Para que avaliar?

     A Avaliação pode ser um instrumento de exclusão ou seleção. Usando poucos instrumentos; valorizando o acerto e desprezando o erro; avaliação centrada no professor; avaliação como instrumento de punição e castigo; avaliação centrada na turma em geral, desconsiderado as peculiaridades dos alunos; não considera o processo, mas o produto.
     A avaliação é fundamental para identificar as dificuldades dos alunos, suas concepções e hipóteses. Analisar o que foi de fato aprendido (qualificar positivamente) e não para confirmar ignorâncias ou penalizar os alunos. Para acompanhar qualitativamente o processo de aprendizagem do aluno, identificando seu aprofundamento. De modo geral, temos três dimensões na perspectiva formativa:
* Avaliação diagnóstica (ou avaliação inicial) : feita no início, com o objetivo de identificar o conhecimento prévio dos alunos, suas estratégias e capacidades
* Avaliação processual: feita ao longo de uma etapa do ensino, definida através de diferentes instrumentos de avaliação na perspectiva formativa
* Avaliação somativa (ou avaliação final): etapa em que o resultado da avaliação é organizado, resultando na nota/conceito
     Assim, os métodos de avaliação devem se ajustar a esta perspectiva formativa, onde avaliar exige aliança entre os saberes específicos e saberes didáticos, implica em riscos e alto grau de subjetividade, é uma atividade importante da prática educativa, onde se efetiva a relação entre os elementos do planejamento (objetivos, metodologia, conteúdos). Daí a importância de conhecer os diversos instrumentos e de avaliação vantagens e desvantagens.

domingo, 20 de novembro de 2011

As novas didáticas.

     As novas didáticas dão importância ao aluno, como sujeito da aprendizagem. Insistência na construção dos saberes e tendência a privilegiar o todo, aproximando a escola e a vida, respeitando a diversidade. Fazendo com que o aluno tenha uma facilidade na aprendizagem e cresça como cidadão.
      As novas tarefas são centradas no aluno, com características opostas às tarefas da didática tradicional, onde definem um outro “ofício de aluno”. As características das novas tarefas são com questões abertas, sem resposta única, complexas, coletivas (em grupos), de mais longa duração e caráter interdisciplinar. Com ênfase na interação e na comunicação (oralidade).
     Nas novas estratégias, as antigas continuam valendo, mas há novas estratégias possíveis como apoderar-se de tarefas secundárias, organizar  o trabalho dos outros, desaparecer nos interstícios, ativismo desordenado, empreender uma ação independente (diferenciação) .
      As novas didáticas trazem vantagens do ponto de vista pedagógico, mas alargam o espaço de manobra dos alunos e enfraquecem o controle do professor.
     Para compreender a dificuldade de mudança de estilo didático é necessário considerar as estratégias dos alunos face ao trabalho pedagógico proposto. O que exige PLANEJAMENTO.
     As novas didáticas são de grande valia para o professor, e para o aluno, onde faz com que o aluno se esforce mais, e faça com que busque o conhecimento, não fique a espera do professor, que não é o “superior”, todos aprendem juntos. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Interacionismo

     É imprescindível compreender a complexidade da aprendizagem humana, e ser critica ao conhecimento pronto e externo ao sujeito. A aprendizagem provoca modificações e transformações, as estruturas cognitivas são mecanismos reguladores aos quais se subordina a influência do meio.
     Para o interacionismo, o Professor como detentor do saber, aluno como receptor, e a aprendizagem por transmissão, memorização e repetição é um erro. Deve haver a mudança no papel do professor: sendo orientador da aprendizagem com a tarefa de apresentar aos alunos situações problematizadoras.
     O conceito de autonomia traz dois aspectos importantes: moral e intelectual. Onde devemos trabalhar com os alunos, não praticando a punição e recompensa, pois reforçam a heteronomia. Na prática a exclusão temporária do grupo, delimitar a ação, debater com autoridade, e diálogo funcionam muito bem. Pois quando o professor não se impuser, os alunos aproveitam a situação desrespeitando-o.     
    O processo de aprendizagem deve ser de forma significativa, como sugeria Ausubel, onde o conhecimento aprendido significativamente é lembrado mais tempo, enriquece o sistema cognitivo do aluno e aumenta a capacidade de aprender.
     Ser ou não interacionista ainda é difícil afirmar, porém as ideias muito se parecem com o real.